O vazio ocupado

A casa estava abandonada. Vazia. O musgo começou a tomar conta, o verde contrastando com o amarelo de suas paredes, o negro do mofo subindo pelas esquinas. A casa, ainda cheia de esculturas, de bichos de cerâmica paralisados no tempo. Mas quando ela fechava os olhos, ela via a vida. A vida que ainda estava ali, ocupando cada canto, os risos ecoando entre as paredes, as brincadeiras de criança. Aquela casa estava cheia de fantasmas. E ela entendeu porque existem casas abandonadas que seguem vivas: A vida nao abandona os lugares por onde passa. E as marcas do fim somente lhe lembram o que ali foi vivido. As paredes lhe sussurram aos ouvidos que a vida continua ali, em outra dimensão do tempo, mesmo ela tendo partido e ainda que tudo lembre a morte, o fim, ainda que tudo acabe, tudo continua tendo uma alma imortal que impregna cada espaço.

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~ por meninaoniria em 15/03/2013.

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